Segurança do Trabalho

CÂNCER OCUPACIONAL E SAÚDE DO TRABALHADOR

Entenda mais sobre a saúde do trabalhador e a incidência de câncer relacionado ao trabalho.

câncer ocupacional é uma das formas de adoecimento e de problema com a saúde do trabalhador.

    Câncer ocupacional é decorrente da exposição a agentes químicos, físicos ou biológicos classificados como carcinogênicos, presentes no ambiente de trabalho.

Você sabe quais são os trabalhos ou ocupações que mais expõem os trabalhadores ao desenvolvimento de câncer?

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), os trabalhadores que mais desenvolvem câncer são aqueles que sofrem exposição direta e/ou indireta de:

- Agrotóxicos: trabalhadores da agricultura e pecuária; trabalhadores de saúde pública; trabalhadores de firmas dedetizadoras; trabalhadores de transporte e comércio dos agrotóxicos; trabalhadores de indústrias de formulação de agrotóxicos.

- sílica: trabalhadores do setor de minérios, indústria de cimento, cerâmica, construção civil, construção naval, fundição, entre outros.

- amianto: a maioria das indústrias dos países de economia periférica utilizam o amianto como matéria prima. Vale lembrar que o Brasil é o quinto maior produtor de amianto no mundo.

- radiação ionizante: trabalhadores da indústria nuclear, trabalhadores da saúde (hospitais, clínicas e laboratórios que trabalham com aparelhos que emitem radiação).

- radiação solar: trabahadores que ficam expostos ao sol, sem proteção.

- benzeno, xileno e tolueno: indústria química, carbonífera e de combustíveis, trabalhadores de postos de combustível, motoristas de ônibus, táxis e outros veículos automotivos.

Muitas vezes, a exposição a esses agentes isoladamente não caracterizará o surgimento de um novo câncer. No entanto, o efeito desses agentes tóxicos pode ser potencializado se for somado à exposição de outros fatores de risco para câncercomo a poluição ambiental, alimentação contaminada com agentes carcinogênicos, dieta rica em gorduras trans, consumo exagerado de álcool, os agentes biológicos e o tabagismo.

Entre os principais tipos de câncer relacionados à exposição ocupacional, destacam-se as leucemias e o câncer de pele.

A proporção de casos de câncer ocupacional varia entre 4 e 40%, dependendo do tipo de tumor. A exposição a agentes cancerígenos  parece ser maior nos trabalhadores dos países em desenvolvimento, por causa das piores condições de segurança no trabalho.

No Brasil, a legislação específica do Ministério do Trabalho e Emprego reconhece como agentes cancerígenos apenas cinco substâncias:
– benzeno
– 4-aminodifenil
– benzidina
– beta-naftilamina
– 4-nitrodifenil

No entanto, agentes reconhecidamente cancerígenos, como radiação ionizante, amianto e a sílica, estão entre as que possuem exposições toleradas.  Desta forma, adota-se, no Brasil, a concepção de “níveis seguros”  ou “níveis máximos tolerados” para a exposição ocupacional.

Será que, na prática, o estabelecimento de níveis seguros dos agentes tóxicos garante a segurança  e a saúde do trabalhador?

O estudo da carcinogênese demonstra que não há limites seguros para a exposição do trabalhador aos agentes cancerígenos. Por esse ângulo, não há segurança para a saúde dos trabalhadores brasileiros.

Infelizmente, o sistema de saúde brasileiro é carente de subsídios para uma abordagem inicial do câncer ocupacional, enquanto um agravo ampliado e relevante para a saúde pública, e que deve ser enfrentado de forma integrada por várias instâncias do poder público e da sociedade de uma forma geral.

Fonte: http://www.institutosalus.com

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